sábado, 24 de novembro de 2007

Os sinais.
Já reparou nos sinais?

Tudo são os sinais...
Eles me guiam, me avisam.

Repare.

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

;)

Vamos vestidos de Joel e Clementine na festa a fantasia?

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Uma "mundança"

Um dia você acorda e o sorriso não é mais o mesmo.
Você olha-se no espelho e nem ao menos conhece a pessoa que vê.

O cabelo muda.
O pensamento muda.
O corpo muda.
As pessoas ao redor mudam.
O quarto muda.

Existem pessoas que assistem as mudanças e lamentam o resto da vida elas terem acontecido.
Eu prefiro vivê-las e descobrir o quanto elas são boas.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Tudo, tudo, tudo.

De repente ela sentia tudo.
Ela dava gargalhadas e sentia as lágrimas.
Ela abraçava para não gritar.
Ela fingia entender para não ouvir de novo.

A raiva, o amor, a tristeza, a alegria. Ela sentiu. Ela sentiu tudo querendo sair. Soltando por cada parte de seu corpo.

E então ela cansou. Despediu-se, ligou o carro.
Acho que ainda havia um sorriso. Mas esse agora era só dela. Só ela merecia ele.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

As caixas do armário.

Depois da limpeza do armário, uma pergunta.
-Mas por que raios você guarda tanta caixa nesse armário? Só serve para juntar sujeira mesmo.

Peraí. São lembranças, não acúmulos de sujeira.
Minha neurose sistemática por arrumação me permite guardar tudo.

Entre as caixas, as recordações de uma infância engraçada mostrada nas cartas dos mais diversos tipos trocadas entre as meninas. Tem as que estão em rolos, cheias de coisas coladas; quando nos víamos todos os dias e não tínhamos assunto para escrever, a carta acabava sendo uma colagem de revista.
“Ele é lindo”- e a foto do Brad Pitt
Em outras, envelope com endereço. Tinham as amigas que moravam longe, e outras que o correio só servia para variar um pouco o envio da carta. (quem não fica feliz em receber algo pelo bom e velho correio?)
Fora a imensa imaginação de fazer cartas com o formato de revista “capricho”, em rolos e sanfonas...

Numa outra caixa, pintado “objetos de recordação” na tampa, está o que realmente pode parecer lixo. Porque só eu entenderia o porquê de guardar um copo de plástico picotado em forma de flor. Mas é lindo, acredite.

As caixas de fotos. A época em que as fotos eram impressas e colocadas nos álbuns Kodak azul e amarelo. Época boa. Lembrei que comecei a fazer um álbum de cão e parei na metade.

Em determinadas temporadas eu tenho fascínio por tintas. E na maior das caixas está minha coleção de tinta guache, de tecido, de parede, com glitter e assim vai. Ontem desenhei um muffin na parede... Foi uma temporada de criatividade infantil.

A caixa com fitas não é minha. Minha mãe faz coleção de fitas e eu acabei adotando a caixa dela. Afinal, já tenho tantas e ela não tinha onde guardar... E fitas são úteis, muito úteis.

Recordações de namorado?
Fui obrigada a jogar as antigas fora. Dizem que não é bom guardar coisas desse tipo. Principalmente dentro do seu quarto... Melhor não contrariar, fica só o atual, por favor...
E pensando bem, tem coisas que não são boas de lembrar mesmo. Isso sim acumularia sujeira.

Mas chega. Chega das caixas.
Pra falar a verdade é raro eu ficar mexendo nelas. Mas não quero jogar fora. São minhas recordações...
Algumas coisas você só lembra quando vê de novo e pra isso servem as minhas caixas.

Você aí. Guarda muita sujeira em casa?

(?)

"...Resta esse diálogo cotidiano com a morte, esse fascínio
Pelo momento a vir, quando, emocionada
Ela virá me abrir a porta como uma velha amante
Sem saber que é a minha mais nova namorada"

***

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

restrospecto

Você chegou bem devagar.
Conquistou meu coração com um sorriso.
Me deixou vermelha de vergonha com apenas um beijo no rosto.
O começo, a euforia.
Uma paixão avassaladora.
Meses de insegurança e insistências; seria mesmo para acontecer?
Teria de haver luz.
Havia amor, ah, isso havia.
E uma pequena e funda esperança.
Vimos o mundo com os olhos um do outro. E aprendemos a nos respeitar.
O título talvez nunca venha a existir, mas sempre teremos as noites de domingo e o posto de gasolina.
A esperança em uma viagem.
Quero te mostrar o que você quer ver e não viu.
Quero que você me acalme num jantar à luz de velas.
Quero ver o amor crescer, a vontade crescer, a minha barriga crescer e a nossa história crescer junto.
E que história!
Nossos netos sentariam no tapete para ouvir tal história de amor.
E você me olharia com a mesma paixão e sorriria o mesmo sorriso daquele primeiro dia.
As belezas do mundo quero ver com quatro olhos e dois corações.
A sua opinião eu quero ouvir e discordar. Para depois chegarmos a conclusão de que cada um está 50% certo.
Se um dia vão saber, eu não posso nem imaginar...
Sei somente que cúmplice desse amor eu sempre vou ser. E um segredo eu sempre vou guardar, mas esse, meu querido, só o meu coração vai poder um dia te contar.