segunda-feira, 12 de maio de 2008

E tudo que se imaginava mudou no dia em que ela foi (a) outra.

sábado, 10 de maio de 2008

Saudade

uma garrafa de vinho, um cachimbo, um cobertor, um sofá, uma saudade.
um disco, uma cama, uma fantasia, uma saudade.
um lanche da madrugada, um pijama, um cigarro, uma saudade.
uma conversa, umas risadas, uma garrafa de água, uma saudade.
uma tv, um eu te amo, um colo, um carinho e uma saudade.
infinitas SAUDADES.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

o melhor beijo é o beijo desejado,
o beijo que me completa,
o beijo da minha forma adequada,
o beijo com o sabor do desejo na flor da minha pele,
o beijo da minha vontade,
o beijo que faz o meu pensamento,
o beijo que faz a minha boca e meu corpo querer um novo beijo outra vez e mais outra vez.
O melhor beijo é o beijo sem tempo,
o beijo de longa duração ou de pouca duração,
um beijo de vinte segundos ou de vinte minutos, isto não importa.
O tempo não conta, enquanto se beija o tempo para, o tempo freia.
E nesta inércia do tempo só sinto a louca vontade do outro.
Sinto a outra língua que de encontro com a minha faz um passeio suave e excitante umedecendo minha alma.
Sinto a língua que viaja dos dentes ao céu da boca.
Sinto a língua que acarinha os meus lábios.
A língua e a língua...
A língua que me roça, que me percorre, que me navega e que me lambe...
O melhor beijo é o beijo em que a língua faz o beijo
e o beijo faz o sexo.

(O sexo.)
quando ele quis me fazer feliz
eu não estava feliz pra fazer alguém feliz
hoje ele é feliz
e faz alguém mais feliz ainda.
guardo no coração
e fico feliz por te ver feliz

terça-feira, 6 de maio de 2008

Besteira feita
Por falta de uma, fiz mais
Vou esconder no passado
E enfiar a cabeça num buraco
Fugir de todo mundo
E cruzar os dedos
Fingir para mim mesma
Que eu não sou eu nesse corpo imundo.

sábado, 3 de maio de 2008

ssshhhiiiii

Acordei e senti um ventinho gostoso
Aqueles ventinhos de frio, sabe?
O sol tentando esquentar e o vento trazendo cheiro de frio
Aí lembrei-me da sensação.
Da sensação de nós dois naquela varanda de madeira. Dois resfriados e apaixonados.
O vento batendo e os dois encantados. Encantados com o hotel, com a beleza do lugar, com a idéia de estarmos juntos.
Só esse ventinho frio me fez lembrar da longa tarde naquela cama deliciosa, dos lençóis macios e na tentativa dos dois estranhos de esquecer o mundo e ficarem juntos.
A vontade de saber absolutamente tudo. Onde tocar, o que dizer, os medos, os amigos, a infancia, a familia, os gostos e os desgostos.
Ah!
Vem ventinho frio... Pode bater aqui que eu nem ligo.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

ah vá!

A necessidade de mudança, de mudar a direção.
Mudei de lado, mudei meu horário, mudei meus sapatos, mudei minha comida.
Passei por outros lugares e andei por outros caminhos.
Mas tem coisa que não muda. Não muda mesmo.
Nos acostumamos a viver sem, muitas vezes...

Esses dias uma das meninas chegou com o coração na mão, disse que tinha visto o pai da filha dela na rua. O dito cujo "amor da minha vida" que ela não via há 10 anos. Passou o dia atormentada e pensativa, como se todo aquele passado tivesse acontecido naquele dia.

Esses frios na barriga que marcam uma vida... Esses não são esquecidos jamais.

Eu escuto o nome, vejo o carro, uma foto perdida, uma lembrança que foi esquecida; e me dá um enorme frio na barriga. Um arrepio na espinha!
O tipo de coisa que eu me esforço para não lembrar e mais ainda para não esquecer.